perfil dos pesquisadores

perfil dos pesquisadores

 

 

 

Mariella Superina

Mariella Superina

PRESIDENTE ASASG

Mariella é a Presidente do Grupo de Especialistas em Tamanduás, Preguiças e Tatus da IUCN SSC. Depois de se formar na Universidade de Zurique, na Suíça, ela obteve seu doutorado em Medicina Veterinária pela mesma Universidade (tese: Biologia e Manutenção de Tatus, Dasypodidae). Em 2007, ela concluiu seu doutorado em Biologia da Conservação na Universidade de New Orleans (dissertação: História Natural do Pichi (Zaedyus pichiy) na província de Mendoza, Argentina).

Atualmente, é pesquisadora do CONICET na província de Mendoza, onde estuda a biologia da conservação e medicina de conservação dos tatus, bem como a eco-epidemiologia de Trypanosoma cruzi, o agente causador da doença de Chagas.

Mariella também é pesquisadora associada da Fundación Omacha, Colômbia, e consultora científica do Programa de Conservação e Manejo dos Tatus dos Llanos da Colômbia. 

Nadia de Moraes-Barros

Nadia de Moraes-Barros

VICE-PRESIDENTE ASASG

Nadia de Moraes-Barros é formada em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (USP – Brasil). Em 2003, ela concluiu seu Ph.D. em Genética e Biologia Evolutiva no Instituto de Biociências (IB-USP), onde começou a trabalhar em filogeografia e genética populacional de preguiças em um trabalho colaborativo com o Departamento de Parques e Áreas Florestais – Secretaria de Meio Ambiente da Cidade de São Paulo.

Atualmente, é pesquisadora de pós-doutorado no Laboratório de Biologia Evolutiva e Conservação de Vertebrados (Labec, IB-USP). Sua pesquisa abrange filogeografia, genética de populações, filogenia e análises morfológicas comparadas de diferentes espécies, incluindo preguiças. O principal objetivo desses estudos é entender como as flutuações demográficas e os processos evolutivos, como a seleção, estão relacionados à diversificação de espécies e de que maneira subdivisões intraespecíficas representadas por marcadores neutros contribuem para delinear alvos para fins de conservação.

Mais detalhes sobre as pesquisas e publicações de Nadia podem ser encontrados em sua página do CNPq.

Agustin M. Abba

Agustin M. Abba

AUTORIDADE NA LISTA VERMELHA ASASG

Agustin é nossa autoridade da Lista Vermelha. Depois de se formar na Universidade de La Plata, Argentina, ele começou a trabalhar em sua dissertação sobre ecologia e conservação de tatus na região nordeste da província de Buenos Aires, Argentina, que ele defendeu com sucesso em 2008. Atualmente é pesquisador do CONICET no Centro de Estudos Parasitológicos e Vetores, La Plata.

Agustín está envolvido em vários projetos de pesquisa sobre ecologia, história natural, parasitologia, distribuição e conservação de tatus na Argentina.

 

 

Andy Noss

Andy Noss

MEMBRO ASASG

Andy recebeu seu PhD em Geografia pela Universidade da Flórida (UF), onde está como adjunto e coordena o programa de Mestrado em Prática de Desenvolvimento Sustentável. Ele trabalhou por 15 anos na Wildlife Conservation Society na Bolívia e no Equador. Na Bolívia, ele colaborou com Erika Cuéllar para apoiar a conservação e o manejo comunitário da vida silvestre com as comunidades indígenas Isoseño-Guaraní, Chiquitano e Ayoreode na paisagem Kaa-Iya del Gran Chaco. Cinco espécies de tatus são importantes presas para os caçadores de subsistência.

No Equador, Andy apoiou os esforços de conservação da paisagem de organizações indígenas nas regiões da Amazônia (Waodani, Cofán, Kichwa, Sápara) e Chocó (Awá, Chachi). Ele também trabalhou extensivamente com pesquisas de armadilhas fotográficas para mamíferos nos dois países.

Tinka Plese

Tinka Plese

MEMBRO ASASG

Depois de concluir seu mestrado em ciências naturais na Croácia, Tinka Plese trabalhou por dois anos no programa de doutorado da Universidade de Miami. Ela mora na Colômbia desde 1988. Em 1996, recebeu duas preguiças para sua reabilitação e reintrodução. Desde então, ela desenvolveu várias atividades relacionadas à conservação de preguiças e outros xenartros, além de outras espécies ameaçadas.

Tinka é a fundadora e diretora da Fundação AIUNAU, que trabalha em diferentes campos de pesquisa, como ciências naturais e médicas, reabilitação da vida silvestre, educação e conscientização ambiental.

Ela também trabalha com comunidades que extraem animais selvagens.

Adriano Chiarello

Adriano Chiarello

MEMBRO ASASG

Adriano Chiarello concluiu seu doutorado em 1998, na Universidade de Cambridge, Inglaterra. Em 1990 deu início a pesquisas na área de ecologia e conservação de mamíferos e, a partir de 1995, começou a estudar a preguiça de coleira (Bradypus torquatus) na Mata Atlântica brasileira. Alguns dos resultados mais importantes que publicou sobre esta espécie incluem aspectos sobre sua alimentação, padrões de atividade e deslocamento, avaliação de translocações como medidas alternativas de conservação, estudos em genética da conservação e a descoberta de que existe dimorfismo sexual na preguiça de coleira.

Em trabalhos mais recentes ele revisou a distribuição geográfica e as preferências de habitat desta espécie de preguiça e, em colaboração com colegas, investigou a ocupação da paisagem e parâmetros relacionados.

Desde 2011 ele leciona Conservacão Biológica na Universidade de São Paulo, campus Ribeirão Preto, onde lidera o Laboratório de Ecologia e Conservação (LAEC-USP).

 

Colleen McDonough

Colleen McDonough

MEMBRO ASASG

Colleen recebeu seu diploma em zoologia pela Universidade de Wisconsin em Madison. Ela começou a estudar o tatu-galinha (Dasypus novemcinctus) enquanto estava na Universidade da Califórnia em Davis, onde obteve seu Ph.D. em Comportamento  animal em 1992. Atualmente, ela é professora no Departamento de Biologia da Universidade Estadual de Valdosta, na Geórgia, EUA, onde trabalha com o marido, Jim Loughry.

Nos últimos 20 anos, suas pesquisas concentraram-se nos efeitos da poliembrionia na ecologia e no comportamento do tatu-galinha. Eles trabalham principalmente com D. novemcinctus nos Estados Unidos, mas realizaram pesquisas no Brasil por um curto período de tempo.

Atualmente, eles estão investigando incidências de hanseníase no sudeste dos Estados Unidos. Além disso, Colleen está analisando possíveis interações entre os tatus-galinha e as tartarugas de Gopher (Gopherus polyphemus).

 

Jim Loughry

Jim Loughry

MEMBRO ASASG

Jim Loughry é PhD em Comportamento Animal pela Universidade da Califórnia em Davis em 1987. Desde 1991, ele está na Universidade Estadual de Valdosta, em Georgia, EUA, onde atualmente é professor de biologia. Juntamente com sua esposa, Dr. Colleen McDonough (também membro do grupo de especialistas), ele estudou o tatu-galinha (Dasypus novemcinctus) durante a maior parte de sua carreira. Suas pesquisas cobriram vários tópicos diferentes, incluindo genética de populações, vários estudos ecológicos e comportamentais e as consequências da reprodução poliembrionária.

No momento, eles estão investigando padrões e conseqüências da infeção por Mycobacterium leprae, o agente causador da hanseníase, para os tatus. Mais detalhes sobre esse e outros aspectos da pesquisa de Jim podem ser encontrados no seu site.

Jim foi um dos co-editores de The Biology of the Xenarthra (University Press of Florida, 2008). Em 2013, ele e Colleen publicaram um livro sobre o tatu-galinha (The Nine-banded Armadillo: A Natural History, University of Oklahoma Press).

Frédéric Delsuc

Frédéric Delsuc

MEMBRO ASASG

Frédéric se formou na Universidade de Montpellier 2 (França), onde começou a trabalhar na filogeografia do tatu-galina (Dasypus novemcinctus) usando amostras da Guiana Francesa em 1998.

Posteriormente, obteve seu doutorado em 2002, e sua tese foi sobre o uso de métodos moleculares para reconstruir a filogenia e a história evolutiva de tatus, tamanduás e preguiças. Desde 2005, Frédéric é pesquisador do CNRS no Instituto de Ciências Evolucionárias da Universidade de Montpellier. É diretor de pesquisa do CNRS desde 2016 e continua trabalhando na evolução e sistemática de Xenarthra usando ferramentas genômicas.

Visite o site de Frédéric para saber mais sobre seu trabalho e projetos atuais.

 

Roberto Aguilar

Roberto Aguilar

MEMBRO ASASG

Roberto se formou como médico veterinário (DVM) na Universidade Nacional Autônoma do México. Ele é especialista em medicina zoológica e em gestão de saúde em zoológicos certificado pelo European College of Zoological Medicine, e veterinário de vida silvestre, com vasta experiência em xenartros cativos e silvestres. Atualmente, ele é veterinário clínico no Tucson Wildlife Center, em Tucson, Arizona, EUA.

Ele também está envolvido em vários estudos de campo na América Latina.

 

 

 

 

Flávia Miranda

Flávia Miranda

MEMBRO ASASG

Flávia Miranda se formou em medicina veterinária na Universidade de Londrina, Brasil, e fez um curso de pós-graduação em clínica médica da vida selvagem na UNISA. Concluiu o Mestrado em Ecologia Aplicada na Universidade de São Paulo-USP sobre sorologia de Brucella, Leptospira e Chlamydophila em tamanduás-bandeira no Pantanal e Cerrado e doutorado em Zoologia com um projeto de pesquisa em estudo taxonômico de tamanduaí (Cyclopes didactylus), na qual descreveu seis novas espécies.

Flávia coordena o Instituto de Pesquisa e Conservação de Tamanduás no Brasil (Instituto Tamanduá), uma ONG dedicada à conservação de xenarthras. Também é Professora de Medicina da Conservação na Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC. Flávia é especialista em tamanduás cativos e selvagens.

Atualmente, está realizando trabalhos de campo com as diferentes espécies de tamanduás em vários biomas e iniciou um trabalho de conservação com as preguiças de coleira na Mata Atlântica.

Paul Smith

Paul Smith

MEMBRO ASASG

Paul é o fundador de FAUNA Paraguay, que se dedica ao estudo da fauna paraguaia. Paul, britânico de nascimento, vive no país desde 2003. Um zoólogo qualificado e biólogo de nível 2 registrado no CONACYT, ele tem uma vasta experiência de campo no Paraguai e tem um ponto fraco especial pelos xenartros. Paul publicou mais de 120 artigos e livros sobre a fauna paraguaia, incluindo uma revisão nacional de conservação dos Xenarthra e uma extensa revisão da distribuição de xenartros no Paraguai.

Entre outros projetos, Paul está atualmente trabalhando em um livro sobre os mamíferos do Paraguai.

Maria Clara Arteaga

Maria Clara Arteaga

MEMBRO ASASG

Maria se formou em biologia na Universidade de Antioquia, Colômbia. Concluiu o mestrado no INPA (Brasil) e mais tarde o doutorado na UNAM (México). Durante sua formação, Maria estudou aspectos ecológicos e evolutivos dos tatus. Ela fez pesquisas sobre o efeito da fragmentação no uso de habitat de várias espécies de Cingulata.

Além disso, por vários anos ela tem estudado a distribuição geográfica da variação genética do tatu-galinha e os mecanismos evolutivos relacionados aos padrões de diversidade e divergência dessa espécie.

Atualmente, Maria é pesquisadora sênior do CICESE (México). Ela está interessada em entender o efeito de fatores históricos e ecológicos na diversidade genética e fenotípica das populações.

 

 

Erin Earl

Erin Earl

MEMBRO ASASG

Erin Earl tem mestrado em Ciências da Terra pela Universidade de Cambridge, Inglaterra. Mora e trabalha na Guiana há mais de 10 anos, onde faz parte da South Rupununi Conservation Society (SRCS).

O SRCS é composto quase inteiramente de povos indígenas com uma paixão por cuidar das savanas e dos ecossistemas florestais de Rupununi. A comunidade já havia notado um declínio no número de tamanduás-bandeira e, então, criaram um plano para monitorar e proteger os indivíduos antes que fosse tarde demais. Desde 2019, Erin lidera uma equipe de guardas florestais e pesquisadores distribuídos em 4 comunidades no SRCS. O objetivo maior das pesquisas em SRCS é a conservação. Assim, ao treinar e empregar pessoas locais, compartilhar suas descobertas, envolver as crianças em idade escolar e realizar eventos em aldeias que celebram a natureza (tamanduás e tatus, em particular), Erin e sua equipe, estão levando a mensagem da conservação para os planos das pessoas e para o futuro de Rupununi.

Monique Pool

Monique Pool

MEMBRO ASASG

Monique S. Pool fundou o Green Heritage Fund Suriname (GHFS) em 2005, após cuidar e reabilitar uma preguiça de três dedos órfã proveniente de um abrigo local para animais. Ali descobriu a necessidade que o Suriname tinha em resgate, reabilitação e realocação de fauna, principalmente os xenarthos, em decorrência da urbanização. Pool cuida e realoca espécies de Xenarthra, pesquisa golfinhos e peixes-bois, além de educar sobre conservação, desenvolvimento sustentável e mudança climática. O Centro de Reabilitação de Xenarthra, situado em uma área florestal a cerca de uma hora de carro de Paramaribo, foi fundado em 2017. As espécies mais recebidas são Bradypus tridactylus, Choloepus didactylus e Tamandua tetradactyla. Menos comumente, o GHFS resgata Myrmecophaga tridactyla e Cyclopes didactylus. Já os tatus, que tem um status de proteção diferente no Suriname, são recebidos com menos frequência. O centro também inclui uma área de educação para visitantes, onde é criada uma consciência sobre a complexidade do habitat, e seus benefícios para os humanos, ao ensinar sobre os animais e sua história de vida. Ali as pessoas também são informadas sobre os impactos da poluição e destruição dos pântanos costeiros e dos manguezais nas populações animais e humanas.

Crédito Fotográfico: Stellar Tsang

Alessandra Bertassoni

Alessandra Bertassoni

MEMBRO ASASG

Alessandra Bertassoni é bióloga e doutora em Biologia Animal pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), Brasil. Desde 2019 é pós-doutoranda na Universidade Federal de Goiás (UFG), desenvolvendo pesquisas em biologia da conservação e espécies de mamíferos neotropicais, principalmente com Xenarthra. Ela está colaborando com algumas iniciativas de conservação no Brasil com foco em tamanduás, o Instituto de Pesquisa e Conservação de Tamanduás no Brasil (Instituto Tamanduá), o programa TamanduAsas (IEF-MG e Fauna Nobilis) e Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS). Bertassoni auxiliou na elaboração do Plano de Ação para Tamanduás-bandeira e Tatus-canastra no Brasil (ICMBio 2019). As espécies com as quais ela mais trabalha são Myrmecophaga tridactyla e Tamandua tetradactyla, tamanduás da família Myrmecophagidae. Mais recentemente está trabalhando com modelagem de espécies, projetos com armadilhas fotográficas e monitoramento em campo com o objetivo de responder a questões ecológicas e preencher lacunas de conhecimento sobre a história de vida e o comportamento de Xenarthra.

Mais detalhes sobre as pesquisas e publicações de Alessandra podem ser encontrados na página do CNPq (http://lattes.cnpq.br/8479381420896766) e no Research Gate (https://www.researchgate.net/profile/Alessandra-Bertassoni).