Tamanduaí

(Cyclopes didactylus)

Outros nomes comuns

Taxonomia

Ordem: Pilosa
Família: Cyclopedidae

Descrição

Até recentemente, acreditava-se que houvesse apenas uma espécie de tamanduaí, porém uma investigação de 10 anos realizada por Miranda et al. (2018) apontou provas de que há sete espécies de Cyclopes.

Este pequeno tamanduaí tem comprimento de cabeça e corpo de 20 cm, uma cauda de 16,5 a 29,5 cm de comprimento e pesa cerca de 300 gramas. A cor geral é amarelo pardo, com a parte traseira, patas e cauda acinzentadas. Além disso, tem uma faixa dorsal escura, irregular porém distinta, com evidentes faixas pretas dorsais e ventrais.

Distribuição

Este tamanduaí se distribui pelo leste da Colômbia, leste e sul da Venezuela, ilha de Trinidad, Guianas e norte e nordeste do Brasil, sendo o limite sul o Rio São Francisco.

Cyclopes didactylus tem uma subpopulação geneticamente separada (ou seja, uma distribuição disjunta) no Brasil. Uma se limita ao nordeste da Amazônia do Brasil (estado do Pará), em direção aos estados brasileiros do Maranhão e Piauí,  e a outra com uma população disjunta na floresta atlântica do nordeste, incluindo os estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Segundo a especialista Flávia Miranda, as subpopulações divergiram a mais de 2 milhões de anos.

Habitat e Ecologia

O Cyclopes didactylus pode ser encontrado em selvas tropicais, manguezais e florestas secundárias perenes. A subpopulação no nordeste do Brasil se restringe às florestas tropicais úmidas de terras baixas no bioma de Selva ou Mata Atlântica. Também foi observado em hábitats de mangues vermelhos e brancos.

Pouco se sabe sobre a ecologia deste tamanduaí arbóreo. Na ilha de Trinidad, a densidade da população é estimada em 4,6 a 5,5 indivíduos por km².

dieta

Este animal é um oportunista que se alimenta quase inteiramente de formigas, mas também pode ingerir besouros. Até agora não foram identificados cupins em nenhum estudo sobre sua dieta.

Reprodução

Os tamanduaís costumam dar à luz uma única cria por ano, geralmente de setembro a novembro, após uma gestação de 120 a 150 dias.

Ameaças

As ameaças a esta espécie são desconhecidas. Provavelmente é afetada pela perda de hábitat, principalmente na Mata Atlântica brasileira que sofreu grande desmatamento para o plantio de cana-de-açúcar.

Tendência populacional

Desconhecida.

Estado de conservação

O risco de extinção desta espécie não foi avaliado desde a nova classificação taxonômica. Portanto, deve ser considerado Não Avaliado (NA).